domingo, 19 de fevereiro de 2012

[e quando as tuas petalas caem]

Imagem do Carnaval em Veneza (Google)

…
e quando as tuas petalas caem
das nuvens azuis,
e quando as tuas petalas se
misturam com o mar,
os ventos que sopram sossegam,
as calmarias regressam,
…
os adamastores, em bojadores
floridos,
respiram os odores das madressilvas,
e das tulipas que lá plantaste.
…
Queria-se o poema assim,
apenas assim,
sem tormentas, vulcões,
sem tempestade, furacões,
…
e no tocar do teu cabelo,
e no tocar do teu seio,
e no colar-me ao teu corpo,
[nesse teu aroma de canela],
…
nasce um arco-iris na noite,
e rasga-a,
na escuridão do inverno.


Não sei se é amor, não sei,
nem sei de mim, não sei,
sei da ondulação do teu corpo,
desta minha tatuagem de ti,
sei, que
…
me ondeio nas tuas ondas,
…
sei, que
…
quando te penso, penso-te
mar,
…
sei, que,
…
sempre assim será.
…
[Queria-se este poema...assim],
apenas,
assim...


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