domingo, 25 de dezembro de 2011

[- Perdoa-me, apenas te amei!]




requieto tal o réquiem de um defunto,
como se assim o desejasse
neste odor da terra úmida,
neste perdão desfigurado do orgulho
aprisionado numa teia de armadeira.

Ajoelho-me a teus pés, curvando a cabeça
como condenado sem piedade:
- Perdoa-me, apenas te amei!
...
- Apenas te sonhei uma noite, num dilúvio
onde o mar tudo salgou, tudo purificou.

Acordo-me na suavidade da bonança,
[breve a bonança...],
ainda sinto o teu cheiro maresia,
ainda vejo a tua pele canela,
ainda toco na tua sombra:

- Perdoa-me, apenas te amei!



[...poesia]


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